segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A idiotice do ser humano tem limite?


Por volta das 19h de sexta-feira, cerca de 130 integrantes de um grupo chamado "Massa Crítica", que realiza um passeio mensal para promover o uso da bicicleta como meio de transporte, pedalavam pela rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa (região central). No grupo, havia crianças.
O motorista do Golf preto pediu passagem pelo meio das bicicletas e não foi atendido por falta de espaço na rua, de acordo com o relato de ciclistas.
As vítimas afirmam que o suspeito buzinava e acelerava por três quarteirões e o carro chegou a tocar uma das bicicletas que estavam na retaguarda do grupo.
No terceiro quarteirão, na esquina com a rua Luiz Afonso, conforme relatos colhidos pela Folha, o motorista do Golf esperou que o grupo se distanciasse alguns metros, acelerou e investiu contra o grupo de ciclistas.
FERIDOS
Os relatos dão conta de que bicicletas voaram, ciclistas se chocaram uns contra os outros e muitas pessoas caíram no chão, feridas. O motorista fugiu do local.
"Tinha muita gente, inclusive pais com crianças em cadeirinhas. O atropelamento foi proposital porque ele vinha várias quadras atrás, acelerando, xingando, buzinando. Depois que ele passou, virou um cenário de guerra, com bicicletas retorcidas e muita gente sangrando pelo chão", contou à Folha o empresário Marcelo Guidoux Kalil, 31, que integrava o grupo.
Três ambulâncias estiveram no local. Dezesseis pessoas ficaram feridas, na contagem do grupo. Parte delas foi atendida no local e outras oito foram encaminhadas ao hospital com ferimentos que iam de cortes até fraturas.
PROTESTO
Depois do atropelamento, outras pessoas que participavam do passeio permaneceram no local e protestaram contra a insegurança dos ciclistas.
O jornal "Zero Hora" relatou que o diretor da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), Vanderlei Cappellari, disse que o órgão não foi avisado sobre o passeio ciclístico --o que o tornaria irregular.
A Folha não conseguiu localizar Cappellari. Integrantes do "Massa Crítica" responderam que a atividade é mensal --realizada sempre na última sexta-feira do mês-- e que os ciclistas têm direito de transitar juntos pelas ruas. Fonte Folha.com

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Prato típico de duas cidades



 
Há anos antoninenses e morretianos assumem a paternidade do barreado. Mas em público, preferem dizer que o prato é do Litoral

Poucos quilômetros separam Antonina de Morretes e ambas têm características que quase se confundem: são conhecidas pela riqueza histórica, ficam aos pés da Serra do Mar e exploram o barreado como prato principal. Este último elemento, porém, é motivo de discórdia entre os municípios, já que há anos morretianos e antoninenses brigam, mesmo que de forma velada, pelo título de berço do prato mais típico do Paraná. 

“Sempre falo que é um prato do Litoral para não criar confusão. Mas acho que o nascimento foi em Antonina, só que não posso assinar embaixo”, diz a proprietária do Restaurante Buganvil, Anny Snoeijer, 68 anos, cujo barreado tem até versão congelada. A holandesa, que foi parar em Antonina em 1965, abriu o Buganvil em 1986 e sua receita segue os passos tradicionais: a carne é cozida em panela de barro por quase 24 horas junto com uma mistura de alho, cebola, louro, cominho, coentro e pimenta-do-reino. 

O cozimento lento deve ser no fogão à lenha, com uma camada de toucinho para forrar o fundo da panela e uma espécie de lacre na tampa feito com farinha de mandioca e água, que “fura” conforme o tempo de cozimento. Segundo Anny, é esta combinação que dá o rosado natural à carne. “Tem gente que põe tomate e até colorau para dar cor, mas é errado”, salienta Anny.
A morretiana Maria da Glória Alpendre Silveira, 84 anos, proprietária do Hotel e Restaurante Nhundiaquara, concorda. “O verdadeiro é somente com a carne e o tempero, escaldado com a farinha de mandioca e acompanhado por arroz e banana da terra. Também não pode faltar uma cachacinha”, enfatiza. 

Desfiar a carne antes, geralmente o músculo traseiro do boi, jamais. De tão macia, ela desfia naturalmente no prato. As duas cozinheiras também abominam a panela de pressão e o fogão a gás. “Poucos fazem direito, essa é a verdade”, diz com propriedade Maria da Glória, que forneceu barreado para o Palácio Iguaçu por mais de três décadas. A cozinheira foi convidada a preparar o prato em Curitiba para todos os governadores de Ney Braga (1961-1965) a Jaime Lerner (1995-2002). 

Com 26 anos, ela assumiu o posto da mãe, Amália Martinha Alpendre, que lhe passou a receita. O casarão que abriga o restaurante fica às margens no Rio Nhundiaquara e é a construção mais antiga de Morretes. Antes de ser comprado pelo pai de Maria da Glória, Antonio Alpendre, em 1944, o local abrigou um cassino, uma fábrica de meias e a repartição geral dos Telégrafos. “Ele tirou um cochilo no lugar abandonado, viu que não tinha muitos mosquitos e comprou”, conta Maria da Glória.

Até hoje, a filha mais velha toca os negócios da família e não prevê aposentadoria. “Vou firme até onde der. Faço questão de preparar o barreado, apesar de hoje já precisar de ajuda”, admite.
E nada irrita mais Maria da Glória do que um enxerido abrindo a tampa da panela antes da hora. Assim como não gosta de tomar partido da disputa da origem do prato. “Nesta briga não me intrometo. O barreado é das duas cidades”, conclui.

História
Criação é atribuída aos portugueses
Segundo o professor Carlos Roberto Antunes dos Santos, do Departamento de História e coordenador do Grupo de Estudos em História e Cultura da Alimentação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria da Glória tem razão. “Não há estudos ou documentos que indiquem uma das cidades, mas a origem é na região entre uma e outra”, explica.
A chegada do prato ao estado é atribuída aos portugueses que vieram ao Litoral do Paraná no século 18 e é vinculado ao fandango e ao período de carnaval. “A dança [fandango] foi trazida pelos açorianos, que, no carnaval, comiam o prato para ter energia para dançar”, explica o professor.
Registros de que o barreado seria da ilha de Guaraqueçaba ou de Paranaguá também não são verdadeiros, de acordo com Antunes. “O barreado não é filho de Paranaguá. A cidade também tem o prato, mas foi incorporado depois de Morretes e Antonina”, aponta. O professor reitera que a rixa entre as cidades se dá por conta da influência da culinária no desenvolvimento turístico.
Anny Snoiejer concorda que os vizinhos souberam explorar melhor o prato comercialmente. “O povo daqui [Antonina] bobeou e deixou passar. Já o morretiano viu o potencial e fizeram um ponto gastronômico conhecido.” (IR) Fonte Gazeta do Povo.

Por Tutuca,

Os morretenses souberam de maneira competente e com um belo trabalho de marketing,  difundir o prato barreado, e isso é mérito deles.
Agora na minha modesta opinião e já sem nenhuma imparcialidade, penso que o Barreado é sim de origem Antoninense, o barreado é nosso.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tiririca na Comissão de Educação e Cultura.


O deputado federal que teve de provar na Justiça que não era analfabeto para tomar posse volta a assombrar o país. Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), irá mesmo participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Surgido no picadeiro e alçado a Brasília como o parlamentar mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos em São Paulo, o palhaço foi confirmado , nesta sexta-feira, como membro titular do grupo.
A comissão será presidida por Fátima Bezerra (PT-RN). Tiririca foi indicado pelo partido e sua participação foi confirmada pelo líder do PR, Lincoln Portela (MG). Assim que assumiu o mandato, Tiririca havia revelado, meio à brinca, meio à vera, que desejava integrar a comissão, como revelou a coluna "Extra, Extra!", no último dia 2. Muitos acharam que era piada. Grande engano.Fonte Extra Globo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Techint na área.




Empresa vai usar o seu estaleiro em Pontal do Paraná para construir duas plataformas petrolíferas
Publicado em 24/02/2011 | Carlos Guimarães Filho
 
Os planos da multinacional italiana Techint de transformar seu estaleiro em Pontal do Paraná, no litoral paranaense, em uma grande unidade industrial terão início ainda neste ano. A empresa foi contratada pela OSX Brasil S/A, empresa do magnata Eike Batista, para construir duas “ja­quetas”, estruturas de sustentação de plataformas fixas (Wellhead Platforms – WHPs), WHP-1 e WHP-2.
As peças terão 140 metros de altura e serão utilizadas na produção de óleo e gás na Bacia de Cam­pos, no Rio de Janeiro. As empresas não revelaram o valor do investimento no projeto. 
O contrato ainda está em fase de planejamento.
Segundo o comunicado emitido pela OSX Brasil S/A, as empresas assinaram uma carta de intenções para elaboração do projeto de engenharia, produção e montagem das plataformas. A previsão é que a operação no litoral do Paraná comece até o fim do ano e seja concluída apenas em 2013. Antes, será desenvolvido o projeto de engenharia no escritório da empresa italiana no Rio de Janeiro.
De acordo com o gerente de desenvolvimento de negócios da área offshore da Techint no Brasil, Luis Guilherme de Sá, a construção deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 4 mil indiretos. “A nossa intenção é maximizar o uso de mão de obra do estado. Inclusive teremos um programa de capacitação”, explica o executivo.

A Techint possui o estaleiro há mais de 30 anos, mas a última vez que a empresa utilizou o local foi entre 2005 e 2006, quando entregou à Petrobras uma “jaqueta” de 6,3 mil toneladas. Na ocasião, a operação empregou aproximadamente 1,5 mil pessoas.

No início do ano, o diretor-geral da Techint, Ricardo Ouri­que, revelou que a empresa planeja investir cerca de R$ 300 mi­­lhões nos próximos três anos para transformar a área na Uni­­dade Offshore Techint (UOT), capaz de construir plataformas fixas e permitir a atracação de navios FPSO – tipo de plataforma flutuante capaz de extrair, processar e armazenar petróleo. Também está programada a construção de 300 metros de cais na área do estaleiro.Fonte Gazeta do Povo.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eleições 2012.


Encerrou-se no último domingo 20/02 a 1ª enquete sobre quais seriam os melhores nomes à prefeitura de Antonina em 2012. Cento e quarenta e três pessoas participaram e votaram nos nomes disponibilizados na enquete ou escolheram votar na opção “nenhum deles”. É de conhecimento de todos que os nomes que irão disputar a Prefeitura em 2012, só serão oficializados por lei, no final de junho do mesmo ano, portanto os nomes indicados nesta enquete são por enquanto de caráter oficioso.
O resultado da enquete foi o seguinte.
A maioria dos participantes da enquete (37participantes) optou em não votar em nenhum dos nomes disponibilizados.
Já os nomes disponibilizados na enquete tiveram pela votação, a seguinte colocação.
Em 5º Lugar com 07 votos ficou o Prefeito atual Canduca.
Em 4º lugar com 20 votos ficou a ex-prefeita e candidata à prefeitura em 2008 Munira Peluso .
Em 3º lugar com 21 votos ficou o vereador Luiz Carlos de Souza.
Em 2º lugar com 28 votos ficou o vereador Hélio de Freitas Castro.
E em 1º lugar com 32 votos ficou o também já candidato a prefeito em 2008, José Luiz.

O ano de 2011, mais exatamente no início de outubro é o período limite determinado por lei em que os candidatos terão que estar filiados aos partidos aos quais irão participar do pleito eletivo, tanto para os cargos à vereança como para o cargo a prefeito. 

Daí pra frente já teremos um esboço do cenário político local para as eleições 2012 mesmo que ainda não conclusivo, mas um cenário que irá nos mostrar quais serão as tendências eleitorais para as eleições proporcionais e majoritárias no município. 

As definições só acontecerão mesmo no final de junho de 2012 onde os partidos em suas convenções, indicarão os seus candidatos oficiais aos cargos de Vereador e Prefeito.
Até lá estaremos promovendo neste Blog outras enquetes, já com um leque maior de prováveis candidatos à prefeitura de Antonina em 2012. 

       Um abraço a todos que participaram da enquete e o meu muito obrigado.  

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bolsa Cadeia e o Salário Mínimo.



Por Jailton Carvalho, no Globo Online:

O governo federal deverá pagar este ano cerca de R$ 210 milhões para parentes de presos contemplados com o auxílio-reclusão. O benefício é uma ajuda de custo a quase 30 mil dependentes de presos de baixa renda que contribuíam para a Previdência Social, antes de cometer o crime. O valor médio é de R$ 594,28, acima do salário mínimo de R$ 545 aprovado esta semana pelo Congresso. A bolsa é paga há 50 anos pela Previdência Social, mas causa polêmica. Nesta semana, o assunto começará a ser discutido na Câmara dos Deputados. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentará projeto que proíbe a concessão do benefício para presos condenados por crimes hediondos como estupro e homicídio.

Para Francischini, delegado licenciado da Polícia Federal, não faz sentido o governo premiar a família de um criminoso com uma ajuda financeira e deixar familiares da vítima sem qualquer proteção. O deputado entende que pessoas que cometeram crimes graves devem sustentar dependentes com trabalho em presídios. “É um absurdo: a família da vítima não tem benefício, enquanto a família do cara que mata tem. Dar auxílio-reclusão para quem comete estupro é inaceitável”, disse Francischini.

A idéia de exigir trabalho de presos é antiga, mas desta vez o deputado acredita que poderá ser levada adiante. Com a criação nos presídios de parcerias público-privadas (PPPs), Francischini entende que pode viabilizar a proposta. A partir de um acordo com os governos estaduais, empresas ofereceriam trabalho aos presos. Com a renda obtida com esforço físico próprio, o detento teria condições de ajudar financeiramente a família. A restrição só teria validade, porém, nos presídios onde os presos possam trabalhar e receber alguma recompensa.

O auxílio-reclusão foi criado há 50 anos pelo extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos e, depois de incluído na Lei Orgânica da Previdência Social, foi ratificado pela Constituição de 1988. O benefício é pago a dependentes de presos de áreas urbanas que, antes da detenção, contribuíam com a Previdência Social e que tinham renda de no máximo R$ 862,11. O benefício é pago também a presos egressos da zona rural, mesmo que não tenham contribuído com a Previdência.