quarta-feira, 21 de março de 2012

Caminhões no porto serão obrigados a fazer higienização.


Em Paranaguá...


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e os operadores portuários começaram uma operação nesta terça-feira (8) para garantir que nenhum caminhão que carrega fertilizantes e outros granéis deixe a área primária do cais sem passar por uma higienização, com jateamento mecânico de ar. 

A medida é obrigatória e evitará que resíduos desses produtos, que se acumulam nas partes dos veículos no carregamento, acabem depositados nas ruas, no trajeto entre o porto e os armazéns e outras instalações, provocando acúmulo de sujeira, mau cheiro, atraindo animais, que podem provocar doenças. 

“Adotamos uma medida saneadora, que vai contribuir com a preservação ambiental e com a melhoria da qualidade de vida das pessoas que atuam nas operações portuárias e dos moradores de Paranaguá, que terão uma cidade com ruas mais limpas”, afirmou o superintendente do porto, Airton Vidal Maron. 

Como parte do trabalho em andamento para limpar as vias de acesso ao porto, o mesmo processo está sendo adotado em todos os terminais e moegas, para caminhões que descarregam grãos em Paranaguá. Os veículos também passarão por uma fiscalização para corrigir vazamentos e outras falhas que facilitem o derramamento de produtos nas ruas. 

Foram contratados também os serviços de uma máquina varredeira e de 80 pessoas, que são responsáveis por fazer a manutenção da limpeza das ruas no entorno do porto. Outras duas máquinas, de menor porte, fazem a limpeza na área do cais. 

O processo de higienização dos caminhões será feito 24 horas por dia.
O material coletado na varredura é recolhido e enviado pela Associação dos Operadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para uma empresa de Ponta Grossa (PR), que faz a compostagem do material e transforma em adubo para a plantação de grama. Desde janeiro foram recolhidos 2,4 mil toneladas de resíduos destinados à compostagem. 

Com esta prática, além de contribuir com a sustentabilidade, o Porto conseguiu uma economia mensal de R$ 40 mil em custos para varrição e coleta do material orgânico (principalmente grãos e farelo) do cais e das ruas, que até o ano passado era enviado ao aterro sanitário municipal. 

Os armazéns e terminais instalados em Paranaguá possuem uma capacidade estática de 4 milhões de toneladas de produtos como granéis, fertilizantes e outras cargas, que chegam à cidade para exportação ou importação. O porto recebe diariamente aproximadamente mil caminhões, que movimentam 20 mil toneladas, em média, por dia. Mais de 95% dessas cargas é movimentada por caminhões basculantes, de pequeno porte, que percorrem trajetos curtos, entre o porto e os terminais da região. Fonte Guia Marítimo.

Por Tutuca
Isto é desenvolvimento sustentável.
Essa medida, ainda implantada na gestão de Airton Vidal Maron, é sem dúvida, um exemplo a ser seguido também pelo porto privado Ponta do Felix.


É de grande importancia nesse contexto, a atuação dos órgãos ambientais responsáveis por licenciar,monitorar e fiscalizar essas atividades e em caso de descumprimento das leis ambientais ,notificar autuar e multar os eventuais infratores.

Um comentário:

  1. Boa noite

    Tenho uma casa a uma quadra do portão do Porto do Félix,... era um local ótimo, tranquilo e limpo! Até o porto ser transformado em um porto graneleiro ( fertilizantes, soja, milho ) nosso bairro virou um lugar jujo e barulhento, caminhoneiros fazendo suas "limpezas" nas nossas ruas, e trafegando em alta velocidade a qualquer hora do dia, da noite e da madrugada, como se não bastasse, parando em frente das nossas garagens... A administração não se manifesta, a prefeitura não se importa, e as secretarias de meio-ambiente ( municipal e estadual ) fingem não ver a poluição e o desrespeito pela vida dos moradores!
    Para quem reclamar?! Todos fingem não ver nem escutar!
    Edgard

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