domingo, 27 de maio de 2012

Boa leitura para se iníciar a semana...

 Trechos de ;  O Príncipe de Maquiavel.

CAPÍTULO XXII. 

Dos secretários que os príncipes têm junto de si

DE HIS QUOS A SECRETIS PRINCIPES HABENT)

"Não é de pouca importância para um príncipe a escolha dos ministros, os quais são bons ou não, segundo a prudência daquele. E a primeira conjetura que se faz da inteligência de um senhor, resulta da observação dos homens que o cercam; quando são capazes e fiéis, sempre se pode reputá-lo sábio, porque soube reconhecê-los competentes e conservá-los. Mas, quando não são assim, sempre se pode fazer mau juízo do príncipe, porque o primeiro erro por ele cometido reside nessa escolha, E, porque são de três espécies as inteligências, uma que entende as coisas por si, a outra que discerne o que os outros entendem e a terceira que não entende nem por si nem por intermédio dos outros, a primeira excelente, a segunda muito boa e a terceira inútil, estavam todos acordes que se Pandolfo não se classificava no primeiro grau, estava, necessariamente, no segundo; porque, toda vez que alguém tem a capacidade de conhecer o bem e o mal que uma pessoa faça ou diga, mesmo que por si não tenha capacidade para solucionar os problemas, discerne as más e as boas obras do ministro, exalta estas e corrige aquelas, e o ministro não pode esperar enganá-lo, pelo que se conserva bom."

Mas, para que um príncipe possa conhecer o ministro, existe um método que não falha. Quando vires o ministro pensar mais em si do que em ti, e que em todas as ações procura o seu interesse próprio, podes concluir que este jamais será um bom ministro e nele nunca poderás confiar;

CAPÍTULO XXIII

COMO SE AFASTAM OS ADULADORES

QUOMODO ADULATORES SINT FUGIENDI

"Não quero deixar de tratar de um ponto importante, de um erro do qual os príncipes só com muita dificuldade se defendem, se não são de extrema prudência ou se não fazem boa escolha. Refiro-me aos aduladores, dos quais as cortes estão repletas, dado que os homens se comprazem tanto nas suas coisas próprias e de tal modo se iludem, que com dificuldade se defendem desta peste e, querendo defender-se, há o perigo de tornar-se menosprezado. Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas, quando todos podem dizer-te a verdade, passam a faltar-te com a reverência.

Portanto, um príncipe prudente deve proceder por uma terceira maneira, escolhendo em seu Estado homens sábios e somente a eles deve dar a liberdade de falar-lhe a verdade daquilo que ele pergunte e nada mais. Deve consultá-los sobre todos os assuntos e ouvir as suas opiniões; depois, de liberar por si, a seu modo, e, com estes conselhos e com cada um deles, portar-se de forma que todos compreendam que quanto mais livremente falarem, tanto mais facilmente serão aceitas suas opiniões. Fora aqueles, não querer ouvir ninguém, seguir a deliberação adotada e ser obstinado nas suas decisões. 
Quem procede por outra forma, ou é precipitado pelos aduladores, ou muda freqüentemente de opinião pela variedade dos pareceres; Daí resulta a sua desestima."

terça-feira, 22 de maio de 2012

Na calada da noite...


Fábio Campana.
 
BRASÍLIA – Numa votação relâmpago e sem estar na pauta original de votações, a Câmara aprovou projeto que permite candidatura aos políticos que receberam o registro eleitoral, mesmo quando tiverem contas eleitorais de anos anteriores reprovadas, ou seja, que tiveram a chamada “conta suja”. A proposta é um recado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que baixou resolução determinando que não será concedido registro eleitoral para os políticos que tiveram contas eleitorais rejeitadas em eleições de anos anteriores.

A resolução prevê que políticos que tenham contas rejeitadas sejam barrados nas eleições municipais de outubro desse ano. 

Liderados pelo PT, os partidos ingressaram com recurso junto ao TSE contra a resolução, mas ainda não houve decisão. Por isso, os partidos na Câmara decidiram se antecipar e aprovaram o projeto, que altera a lei eleitoral e foi apresentado em 1997.

No Blog do Josias.

A Câmara aprovou no início da noite desta terça (22) um projeto de lei que autoriza políticos com prestações de contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral a disputar eleições. A proposta seguiu para o Senado. Se virar lei, transformará em letra morta uma resolução editada pelo TSE.
Por meio dessa resolução, aprovada em 1o de março, o TSE criara uma espécie de “ficha limpa contábil”. Políticos com contas desaprovadas não poderiam disputar mandatos de prefeito e de vereador nas eleições municipais de 2012. Encontram-se nessa situação cerca de 21 mil políticos.

Incluído na pauta de votações da Câmara na surdina, o projeto que vira do avesso a resolução do TSE foi aprovado por larga maioria: 294 a 14. Furou a fila do plenário graças a um pedido de urgência referendado por todos os partidos, exceto o PSOL.

COPEVAN - Conselho de Pastores Evangélicos de Antonina - visita obra do novo Hospital da cidade.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Marina Silva (20 milhões de votos) e Política Ambiental.



A ex-senadora Marina Silva (sem partido) participou em São Paulo do lançamento de carta aberta contra a política ambiental do governo federal. De acordo com o texto, assinado por dez organizações não governamentais, "o primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar".

A presidente, segundo os signatários, inverteu "uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementada ao longo de todos os governos desde 1988". Dilma estaria contrariando compromissos assumidos na campanha presidencial - entre eles o de recusar artigos no texto do Código Florestal que resultassem em anistia a desmatadores ilegais.

O governo poderia ter mobilizado sua base parlamentar para conter os retrocessos na mudança do Código Florestal, em discussão no Congresso, de acordo com a carta. Também são apontados como sinais de retrocesso a redução das unidades de conservação e do poder de fiscalização do Ibama, atropelos nos processos de licenciamento ambiental e enfraquecimento do Ministério do Meio Ambiente.

"É a primeira vez que 100% das demandas do atraso vêm sendo contempladas", disse Marina em entrevista após o anúncio da carta, referindo-se a concessões do governo. 

Na avaliação da ex-senadora, o Brasil precisa de dirigentes que tenham visão estratégica e não apenas gerencial.

No período em que chefiou o Ministério do Meio Ambiente, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Marina teve frequentes desentendimentos com Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil. Na eleição presidencial de 2010, a ex-senadora ficou em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos, defendendo sobretudo propostas de desenvolvimento sustentável.

Marina participou do evento como representante do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), do qual é diretora. O documento também foi assinado pela Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Socioambiental e outras sete organizações.

Marina e a usina de Belo Monte.

Para ela, a mega usina hidrelétrica, que terá mais de 11 mil MW (megawatts) de capacidade instalada, não tem viabilidade econômica e social. Marina frisou que o setor público sustenta o projeto, diante da falta de interesse de agentes privados.  UOL.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CPI com cheiro de Oregano.


O ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi flagrado na quinta-feira trocando mensagens de texto com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, nas quais prometia que o PT vai assegurar a proteção do governador na CPI do Cachoeira.

Em imagem exibida à noite no Jornal do SBT , Vaccarezza envia uma mensagem de texto dizendo que Cabral não precisava se preocupar, apesar das arestas entre seus partidos:

 "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe,  você é nosso e nós somos teu (sic)", disse no texto.

Vaccarezza foi o principal defensor de que o requerimento que determinava a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico da construtora Delta se ativesse às subsidiárias dela  em Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

A oposição queria que os sigilos da matriz, que fica no Rio de Janeiro, e das subsidiárias de outros estados também fossem quebrados. Texto Gazeta do Povo.

Dono da construtora Delta se diverte na Europa com Sérgio Cabral e integrantes do governo do Rio de Janeiro
 Você é nosso e nós somos teu...

Tenho Dito. Antonina... crônicas,casos e acasos, de Eduardo Bó Nascimento.


Lançamento 26 de Maio de 2012 no Camboa...



quarta-feira, 16 de maio de 2012

PSD Antonina. Novo Comando.

Do Blog Mundo Capelista.
O PSD (Partido Social Democrático) tem novo comando em nossa cidade em minha pessoa, Márcio Hais de Natal Balera, Presidente da Câmara Municipal de Antonina. 
A mudança ocorreu com o aval da Executiva Estadual após reunião da antiga Comissão Provisória de Antonina e trará uma nova dinâmica ao Partido para as eleições de outubro próximo. O partido passa a viabilizar outras correntes e não fica exclusivamente atrelado a candidatura a reeleição do atual Prefeito Carlos Augusto Machado.  
O processo foi feito de maneira clara e democrática e prioriza o espírito de liberdade que se tem dentro da sigla. 

Tenho o apoio do Secretário Geral do partido no Estado, Deputado Estadual Ney Leprevost e também do Presidente da Executiva Estadual, Deputado Federal Eduardo Sciarra numa possível pré-candidatura a Prefeitura de nossa cidade, porém, muitos ainda terão que ser os entendimentos, mas sem qualquer dúvida meu nome estará a disposição do partido em nossa cidade para o que for melhor. 
O objetivo é que se tenha em Antonina a mesma dinâmica buscada pelo PSD nacionalmente.

Por Tutuca,
Parabéns vereador Márcio e sucesso para a nova empreitada.

Marcha a Brasília . Municípios a beira de um apagão.



Cerimônia de abertura da maior mobilização municipalista nacional ocorreu na manhã desta terça-feira, 14 de maio, na Capital do Brasil. Durante discurso no início das atividades, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apresentou alguns itens da pauta prioritária de reivindicação. A presidente da República, Dilma Roulsseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT- RS), e mais 16 ministros participaram do encontro.
Entre as prioridades da XV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios estão: novo critério de distribuição dos royalties, encontro de contas entre os regimes de Previdência Social, Restos a Pagar devidos pelo governo aos Municípios, modificação no fator de ponderação que define o custo/aluno do ensino fundamental e a criação indiscriminada de pisos salariais.

Royalties
 
“Não existe Município produtor de petróleo, ele não é produtor, é confrontante. O que aquele Município fez para ter aquele petróleo”, perguntou Ziulkoski. Em relação a isso, ele anunciou: “ninguém está mexendo em contrato. Queremos o cumprimento de todos os contratos, o que estamos discutindo é a apropriação do produto do contrato”, declarou. “Neste atraso os Municípios já deixaram de receber R$ 3,5 bilhões”, avaliou o líder dos Municípios em relação a falta de definição da matéria.

Pisos e restos a pagar

Sobre a proliferação dos pisos, Ziulkoski reafirmou: “não somos contra o piso, apenas queremos um valor que podemos pagar”. Ele falou do impacto dos já instituídos e de alguns que estão em tramitação no Congresso Nacional nas finanças dos Municípios.

Em relação aos Restos a Pagar, o presidente da CNM lembrou o compromisso assumido pela presidente da República no evento do ano passado.  “Foi determinado que houvesse uma fluidez para melhorar, mas isso não ocorreu na prática”, reclamou. Ziulkoski contou que a CNM entrou em contato com 11 mil empenhos – do total de 49 mil empenhos processados e não processado levantados pela entidade – e deles 89% ainda não foram pagos até o inicio deste mês de maio.     


 
Dirigindo-se à presidente,acrescentou: "Tenho a certeza que, como dizia o presidente Lula, 'quero chegar ao final do meu mandato e passar uma fita métrica', saber o que evoluiu, o que não evoluiu, o que não melhorou. Tenho certeza que na sequência a senhora também tem esse objetivo. E estamos aqui para ser parceiro, mas para ser parceiro às vezes precisamos dizer alguma coisa".

Creches.Municípios pagam a conta.

O presidente da CNM questionou como está sendo feita política de construção de creches públicas no País, que estaria sobrecarregando as contas municipais. "Só nós estamos gastando. Um cálculo de um custo de R$ 600 por criança, estamos colocando do orçamento do município R$ 400. Vamos colocar por ano mais de R$ 4 bilhões, como vamos fazer isso?". "O que existe hoje entre Estado e União é montaria, não parceria", concluiu.

Ainda sobre os Royalties...

Ao ser questionada – pelos milhares de prefeitos presentes no plenário – sobre uma definição em relação aos royalties, ela foi incisiva: “Não acredito que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem para modificar de hoje para frente”. Os prefeitos não gostaram da constatação.